Drogas – Tratamento Abaetetuba, Pará

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Centro de Reabilitação Social
(91) 3263-2447
Tv SN 03 753
Belém, Pará
 
Centro de Reabilitação Oral
(91) 3425-2047
Rua Doutor Justo Chermont 548
Bragança, Pará
 
Centro Comercial de Reabilitação Guilherme Chaves
(91) 3222-0860
Tv 14 de Março 1206
Belém, Pará
 
Clifir-Clin. Fisiot. e Reabil.
(93) 3515-3311
Tv Comandante Castilho 442
Altamira, Pará
 
Edvan Duarte Santos
(93) 3515-2591
Acs Três 807
Altamira, Pará
 
Ionpa
(91) 3222-5320
Tv Rui Barbosa 792
Belém, Pará
 
Clínica de Fisioterapia
(91) 3721-5645
Tv Cônego Luiz Leitão 2634
Castanhal, Pará
 
José Nazareno A Henriques
(91) 3721-5510
Tv Doutor Lauro Sodré 187
Castanhal, Pará
 
Centro Clínico de Reabilitação do Pa
(91) 3246-9566
Tv Humaitá 2572
Belém, Pará
 
Centro Reabilitação Dom Luiz I
(91) 3222-0657
Tv 14 de Março 1206
Belém, Pará
 

Drogas – Tratamento

Assistimos um pouco indiferentes ao início de uma grande discussão brasileira sobre a pertinência de tratarmos pessoas drogadas nas ruas contra a sua vontade, embora alguns poucos psicólogos, sociólogos e educadores se manifestem com argumentos favoráveis ou absolutamente contra. A adesão popular ao assunto é restrita, como se tratassem de um problema distante, que não afeta nosso dia a dia, mesmo que a violência, em grande parte advinda das drogas, cresça no nosso entorno.

Talvez uma das maiores frustrações de pais e educadores seja a impossibilidade de auxiliar crianças e adolescentes a ficarem livres das drogas.

Mesmo com a maior boa vontade e interesse, esta é uma atividade difícil, de atuação dos especialistas, pois pressupõe tempo integral, afastamento das demais atribuições e um profundo conhecimento do outro, de suas carências e seus afetos desesperançados.

Assistimos hoje, do ensino fundamental ao superior, jovens – às vezes crianças – drogando-se e perdendo um futuro, como acabamos de ver acontecer com uma menina magrinha que tinha um vozeirão, e nenhuma vontade de libertar-se, apesar de ser, possivelmente, a maior cantora surgida nas últimas décadas, única comparável com honra às grandes cantoras negras do Soul e do Blues.

Há a visão romântica de que artistas de grande talento seriam como velas, muito finas, com pavios grossos demais, consumidos rapidamente por seu próprio fogo. Não é totalmente verdade, felizmente a maioria dos grandes artistas vive vidas longas e produtivas.

Alguns, talvez, vejam algo que os devore, o paraíso ou o inferno vislumbrado em contraste com a vida cotidiana, como esta menina trôpega e desorientada nos palcos brasileiros no início deste ano; assistimos sua agonia e pensamos em tantos outros, neste país ou fora dele, que também nos abandonaram cedo demais. Pensamos em tanta gente e em tanta coisa, e sabíamos qual seria o final e não fizemos nada além de saber; não podíamos, e talvez ninguém pudesse. O sucesso traz autossuficiência, sentimento de poder tudo e, à parte os enormes interesses financeiros envolvidos, os que lhe eram próximos não conseguiram salvá-la. Ela mesma afirmava em uma de suas canções mais conhecidas: “They tried to make me go to rehab. But I said ‘no, no, no’”, (“tentaram me mandar para a reabilitação, mas eu disse não, não , não”).

Rehab é termo usado para designar clínicas de tratamento de pessoas dependentes de drogas ou com problemas comportamentais, abreviação de rehabilitation, reabilitação. Esses tratamentos, aparentemente, só podem ter eficácia se contarem com a concordância do paciente, se ele tiver consciência de ter um problema e da sua gravidade e quiser tentar resolvê-lo. Embora não haja garantia de cura ou de não reincidência, constituem em grande esperança para muitas pessoas, talvez a única.

Valeria a pena uma discussão mais aprofundada sobre a pertinência (ou não) do início de um processo curativo sem a anuência do paciente, pela especificidade do assunto. De certa forma há proximidade com a questão educacional: desintoxicação da ignorância, do medo, geralmente com medicação controlada, acompanhada de reflexão orientada por profissionais sobre o problema, suas causas e consequências, e as opções possíveis.

Havia uma menina magrinha, e agora está morta, e nesse mesmo momento há milhares de meninos e meninas magrinhos, sem estudo, sem talento, sem sucesso e sem esperança, que morrem lentamente em praças públicas e cracolândias. A discussão, ao menos, é essencial.