Drogas – Tratamento Colatina, Espírito Santo

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Pedro Jose Pagotto
Rua Begonia 188
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Anselmo Soares
(27) 3721-0444
R Aroldo Antolini 248 - Terreo
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Edson Domingos Margotto
Rua Michel Dalla 30 - Sala 301
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Elielson Francisco Costa
Rua Alvaro Antolini 40
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Medicina Nuclear

Dados Divulgados por
Centro Capixaba de Reabilitação
(27) 3227-6681
Avenida Nossa Senhora da Penha 61
Vitória, Espírito Santo
 
Sao Bernardo Apart
(27) 3723-2000
Rua Cassiano Castelo 396
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Izidro Assef Benezath
Rua Moacir Avidos 340
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Glecio Guariento
(27) 3071-1958
Bartovino Costa 280
Colatina, Espírito Santo
Especialidade
Clínica Médica

Dados Divulgados por
Crefes Centro de Reabilitação Física Est Espírito St
(27) 3319-8782
Rua Gastão Roubach
Vila Velha, Espírito Santo
 
Biosete Reabilitação Física e Bem-Estar
(27) 3026-0020
Rua Doutor Cyro Lopes Pereira 362
Vitória, Espírito Santo
 
Dados Divulgados por

Drogas – Tratamento

Assistimos um pouco indiferentes ao início de uma grande discussão brasileira sobre a pertinência de tratarmos pessoas drogadas nas ruas contra a sua vontade, embora alguns poucos psicólogos, sociólogos e educadores se manifestem com argumentos favoráveis ou absolutamente contra. A adesão popular ao assunto é restrita, como se tratassem de um problema distante, que não afeta nosso dia a dia, mesmo que a violência, em grande parte advinda das drogas, cresça no nosso entorno.

Talvez uma das maiores frustrações de pais e educadores seja a impossibilidade de auxiliar crianças e adolescentes a ficarem livres das drogas.

Mesmo com a maior boa vontade e interesse, esta é uma atividade difícil, de atuação dos especialistas, pois pressupõe tempo integral, afastamento das demais atribuições e um profundo conhecimento do outro, de suas carências e seus afetos desesperançados.

Assistimos hoje, do ensino fundamental ao superior, jovens – às vezes crianças – drogando-se e perdendo um futuro, como acabamos de ver acontecer com uma menina magrinha que tinha um vozeirão, e nenhuma vontade de libertar-se, apesar de ser, possivelmente, a maior cantora surgida nas últimas décadas, única comparável com honra às grandes cantoras negras do Soul e do Blues.

Há a visão romântica de que artistas de grande talento seriam como velas, muito finas, com pavios grossos demais, consumidos rapidamente por seu próprio fogo. Não é totalmente verdade, felizmente a maioria dos grandes artistas vive vidas longas e produtivas.

Alguns, talvez, vejam algo que os devore, o paraíso ou o inferno vislumbrado em contraste com a vida cotidiana, como esta menina trôpega e desorientada nos palcos brasileiros no início deste ano; assistimos sua agonia e pensamos em tantos outros, neste país ou fora dele, que também nos abandonaram cedo demais. Pensamos em tanta gente e em tanta coisa, e sabíamos qual seria o final e não fizemos nada além de saber; não podíamos, e talvez ninguém pudesse. O sucesso traz autossuficiência, sentimento de poder tudo e, à parte os enormes interesses financeiros envolvidos, os que lhe eram próximos não conseguiram salvá-la. Ela mesma afirmava em uma de suas canções mais conhecidas: “They tried to make me go to rehab. But I said ‘no, no, no’”, (“tentaram me mandar para a reabilitação, mas eu disse não, não , não”).

Rehab é termo usado para designar clínicas de tratamento de pessoas dependentes de drogas ou com problemas comportamentais, abreviação de rehabilitation, reabilitação. Esses tratamentos, aparentemente, só podem ter eficácia se contarem com a concordância do paciente, se ele tiver consciência de ter um problema e da sua gravidade e quiser tentar resolvê-lo. Embora não haja garantia de cura ou de não reincidência, constituem em grande esperança para muitas pessoas, talvez a única.

Valeria a pena uma discussão mais aprofundada sobre a pertinência (ou não) do início de um processo curativo sem a anuência do paciente, pela especificidade do assunto. De certa forma há proximidade com a questão educacional: desintoxicação da ignorância, do medo, geralmente com medicação controlada, acompanhada de reflexão orientada por profissionais sobre o problema, suas causas e consequências, e as opções possíveis.

Havia uma menina magrinha, e agora está morta, e nesse mesmo momento há milhares de meninos e meninas magrinhos, sem estudo, sem talento, sem sucesso e sem esperança, que morrem lentamente em praças públicas e cracolândias. A discussão, ao menos, é essencial.