Ducati 1198 Araguari, Minas Gerais

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Cardoso Moto
(34) 3233-4400
Avenida João Pessoa 321
Uberlândia, Minas Gerais
 
Trivel
(34) 3256-7000
Avenida Afonso Pena 2699
Uberlândia, Minas Gerais
 
Moto Nova
(34) 3241-3148
Rua Padre Anchieta 218
Araguari, Minas Gerais
 
Bolsa Comércio de Veículos Ltda
(34) 3210-1140
av Cesário Alvim, 2147, Aparecida
Uberlândia, Minas Gerais

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Chuca Automoveis Ltda
(34) 3232-8679
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Uberlândia, Minas Gerais

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Duas Rodas
(34) 3230-3500
Rua Floriano Peixoto 3399
Uberlândia, Minas Gerais
 
Dakar Moto Pecas
(34) 3241-1983
Avenida Minas Gerais 330
Araguari, Minas Gerais
 
Maguila Ciclo Motor
(34) 3242-3601
Rua Maranhão 93
Araguari, Minas Gerais
 
Atlantictur Veículos Ltda Me
(34) 3212-2950
av João Pinheiro, 3323, Aparecida
Uberlândia, Minas Gerais

Dados Divulgados por
Alves & Miranda Comércio de Veículos Ltda
(34) 3232-8871
av Brasil, 2497, Aparecida
Uberlândia, Minas Gerais

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Ducati 1198, uma superesportiva para poucos…

Quando pensamos em motocicletas Ducati, logo imaginamos os modelos superesportivos “enrugando” o asfalto nos campeonatos mundiais de MotoGP e Superbike. E o modelo 1198 é praticamente a materialização dessas imagens. Fabricada na cidade italiana de Borgo Panigale, na região de Bolonha, a 1198 traz como destaques o motor de dois cilindros em “L” de 170 cv de potência máxima, controle de tração ajustáveis em oito níveis, troca de marchas sem o uso da embreagem, além de um eficiente sistema de freios e um completo painel de instrumentos. Ou seja, a 1198 é uma moto de rua, mas com todas as características para rodar com extrema desenvoltura na pista. Esta devoradora de curvas, ideal para pilotos experientes, tem preço sugerido de R$ R$ 66.900. Para testar a superbike italiana fomos até o autódromo do ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em Piracicaba (SP).
Antes de subir na moto era a hora de fazer uma espécie de “check-list” em seu visual: a carenagem frontal é bastante compacta; a traseira é mais afilada e elevada, já que sob a rabeta foram posicionadas duas saídas de escape; e, para completar, quadro em treliça, uma assinatura em metal da marca italiana. Além do design, que faz com que o piloto tenha um postura racing, extremamente agressiva, o motor chama muito a atenção por seu tamanho reduzido e desempenho arisco.
Motor Testastretta Evoluzione
Quando o propulsor bicilíndrico em “L” Testastretta Evoluzione, equipado com o exclusivo sistema desmodrômico entra em funcionamento, deixa extasiado o mais incrédulo motociclista. Com um som descompassado, o propulsor gera 170 cv de potência máxima a 9750 rpm. Já o torque máximo, de 13,4 kgf.m, chega a 8000 rpm. O motor “enche” rapidamente, com melhor desempenho em médios e altos regimes de rotação. Parece mentira, mas a entrega de potência é transferida com muita suavidade. Para isso, o motor traz componentes derivados da MotoGP, como pistões, balancins e conjunto de transmissão.
O bloco do motor da 1198 é 3 kg mais leve que o que equipava sua antecessora, a 1098, isso em função do novo método de fabricação. Vale destacar também o formato de cárter, que parece um funil, justamente para concentrar o óleo do motor na parte mais baixa da moto e, com isso, reduzir o centro de gravidade. Esta nova tecnologia empregada na construção do motor da 1198 também evita que nas acelerações, frenagens e curvas mais agressivas o óleo se movimente bruscamente dentro do motor, o que pode influenciar negativamente na estabilidade da moto. Afinal são 4 litros de óleo (aproximadamente 4 kg) em movimento.
Outro diferencial dos motores Ducati é a adoção do sistema desmodrômico de acionamento das válvulas. Ou seja, o propulsor não utiliza molas helicoidais para fechar as válvulas automaticamente, mas sim balancins acionados mecanicamente por um ressalto excêntrico específico. Além disso, o sistema desmodrômico também garante a pressão interna do motor e, com isso, mais potência.
Quick Shift e controle de tração
A 1198 traz muita eletrônica embarcada. Por isso é preciso ler com muita a atenção o manual proprietário antes de subir na moto. Por exemplo, o sistema Quick Shift da Ducati (DQS) oferece ao piloto a possibilidade de subir as marchas sem o uso da embreagem e sem desacelerar. O DQS é bastante parecido com o utilizado pela BMW K 1300 S e também na K 1600 GTL. Na prática, o piloto fará trocas de forma mais rápida, sem precisar ter a preocupação de acionar a embreagem.
Derivado das motos de competição, a Ducati foi a primeira marca a introduzir em motos de série um sistema de controle de tração. Na 1198, o DTC (Ducati Traction Control) faz a leitura da velocidade das rodas por intermédio de sensores específicos e pode ser ativado/desativado pelo piloto por meio das funções do painel de instrumentos. Pode ser ajustável em oito níveis, do mais agressivo (1), indicado para uso em pista e pilotos experientes; até um mais atuante e seguro (8), aconselhável para pilotos menos experientes e rodando na chuva. Num primeiro contato é difícil achar uma seleção ideal. Isso só acontece com o tempo e intimidade com a moto.
Ciclística refinada
Extremamente leve (9 kg), já que é construído em aço, o quadro em treliça da Ducati não usa travessas. A maioria dos componentes fica centralizados, melhorando a distribuição de peso. Em função da extrema rigidez do chassi, aliado ao motor e aos componentes eletrônicos e ciclísticos, a 1198 oferece excelente estabilidade em retas e também nas saídas de curvas, quando o propulsor “enche”, buscando o máximo de rendimento.
Para oferecer segurança e alto nível de desempenho, a superesportiva da Ducati está equipada com o que há de mais eficiente em termos de suspensão e freios. Na dianteira, suspensão invertida Showa, com 127 mm de curso, oferece ajustes de pré-carga, compressão e retorno. Conta ainda com tubos internos com revestimento em óxido de titânio, que garantem baixíssimo coeficiente de atrito. Já os freios da Brembo – fabricados com o mesmo conceito dos usados na MotoGP – traz dois discos de 330 mm de diâmetro, semi-flutuantes, com pinças monobloco de quatro pistões e fixadas radialmente. Aqui, uma ressalva: é preciso ter cuidado ao usar o freio. O sistema dianteiro é simplesmente um exagero.
Já o conjunto traseiro conta com suspensão monobraço, com 127 mm de curso, que além do belo visual também permite com que a roda seja retirada de forma mais rápida e sem a necessidade de mexer na regulagem da corrente. O amortecedor traseiro – sistema monochoque – traz um diferencial: tem sistema de acionamento por balancim, no qual, basicamente, o amortecedor recebe pressão nas duas extremidades , o que permite o uso de um amortecedor mais leve e compacto, além de não requerer um ponto de apoio reforçado no chassi. Já o disco é simples e tem 245 mm de diâmetro.
Painel multifuncional
Completíssimo, o painel da 1198 também é derivado dos modelos usados no Mundial de MotoGP, com inúmeras funções, inclusive shift light (luz que indica a rotação certa para trocar de marcha). Para facilitar o acionamento, o piloto conta com botões de controle que estão incorporados ao interruptor esquerdo do guidão. O display de cristal líquido apresenta inúmeras informações: velocímetro, conta-giros, tempos de volta, relógio, temperatura do ar, temperatura do líquido de arrefecimento, voltagem da bateria, hodômetros parciais A e B, hodômetro de reserva de combustível, manutenção programada, além de luzes-espia.
Para os proprietários da Ducati 1198 que gostam de rodar quase que exclusivamente em pista e na busca do recorde pessoal, o modelo tem como acessório um analisador de dados. Com o Ducati Data Analyzer (DDA) é possível ter 3,5 horas de gravação de vários parâmetros como por exemplo, velocidade, rotação do motor, temperatura, trocas de marcha, posição do acelerador em cada volta . O acessório é facilmente ativável, basta apenas plugar o pen drive em um plug específico sob o assento do garupa e habilitar a função no painel de instrumentos . Após isso, o início de cada arquivo é feito através do botão do lampejador do farol alto.
Na prática, a 1198 até pode ser uma moto fácil de pilotar, mas é preciso conhecer muito bem o funcionamento do conjunto. Esta superbike italiana é um produto diferenciado, para um motociclista experiente que quer extrair o máximo rendimento de uma motocicleta.
Ficha Técnica
Motor: Dois cilindros em “L”, quatro válvulas, sistema Desmodrômico, refrigeração líquida
Cilindrada: 1198,4 cm3
Potência máxima: 170 cv a 9750 rpm
Torque máximo: 13,4 kgf.m a 8000 rpm.
Câmbio: Câmbio de seis velocidades e transmissão final por corrente
Diâmetro X Curso: 106×67,9mm
Taxa de Compressão: 12,7:1
Alimentação: Injeção eletrônica.
Chassi: Treliça, em tubo de aço.
Suspensão:
Dianteira do tipo telescópica Showa com tubos de 43 mm totalmente ajustáveis e curso de 127 mm. Traseira monochoque Showa totalmente ajustável e 127 mm de curso.
Freios: Dianteira com dois discos de 330mm semi-flutuantes, com pinças Brembo Monobloco de 4 pistões fixada radialmente. Na traseira disco de 245mm com 2 pinças
Rodas e pneus: Rodas de liga de alumínio de 10 raios. Pirelli Diablo Supercorsa SP 120/70 ZR17 (D) e Pirelli Diablo Supercorsa SP 190/55 ZR17 (T)
Dimensões: Comprimento: N/D. Altura do assento em relação ao solo: 820 mm. Entre-eixos: 1.475 mm. Altura e largura: N/D
Peso: 171 kg a seco.
Tanque: 15,5 litros.
Preço: R$ 66.900
Fotos: Mario Villaescusa e Divulgação